Rio de Janeiro a Ubatuba, SP de Bicicleta.

A subidonda perto de Mangratiba

A viajem pelo Rio-Santos foi uma experiência excelente. Sem stress, e apesar do esforço físico e sol forte, foi relaxante. Parece que sempre quando precisávamos de algo, aparecia: um lugar para descansar, comer, dormir, bomba de ar, água de coco, etc. Até o tempo foi bom. Foi quente, mas sem chuva. O Brasil é um bom lugar para fazer cicloturismo. Contrário ao que pensavamos, os motoristas nos respeitaram. Somente 1 ou 2 vezes que passaram perto demais. Dá vontade de fazer o percurso de novo, pois já conhecemos onde parar, etc., e dá vontade de fazer outras viagens de bike.

Ao total, estimamos que gastamos uns 600 reais cada, em comida, alojamento e transporte (somente os 2 ônibus). 100 por dia por uma viagem inesquecível não é nada ruim, especialmente se pensa que era temporada alta em uma da regiões mais caras do país. Agora somente imagino como seria viajar em outras regiões do Brasil (Nordeste por exemplo).

Algumas observações: Leve câmaras de ar extras. 1 boa bomba. Usei pouca roupas. Acabei usando sempre a mesma roupa ao pedalar (sunga, bermuda e colete EPI), que lavei sempre na cachoeira ou ducha. Usei um pano “bandana” na cabeça e um capacete por cima. Molhei o pano e isso ajudou a manter a “cuca fresca” ao bater vento nela. Usei sandálias para pedalar, porque são fresquinhas e fáceis de tirar se quiser tomar banho. Usei calça comprida somente ao dormir na rede (estava sem cobertor), e na viagem de volta no ônibus. Usei MUITO protetor solar. A rede é equipamento obrigatório. É util para dormir a noite, claro, mas também durante as paradas. Parar muito é necessário para aguentar a maratona que é o cicloturismo. Não pense no destino. Pense no momento de pedalar. Não olhe para o topo da montanha. Simplesmente pedale e você chegará lá. Tomar muita água e comer muitas frutas é necessario. Laranjas são boas de levar abordo para dar uma energia quando você ainda está longe de uma loja. Barras de cereais e biscoitos são bons nestes momentos também. Bananas são boas, mas estragam rápido. Melhor comer na hora. Tomar água de côco sempre quando puder. Gatorade ou semelhante também funciona bem. Até, Coca-Cola, que normalmente não tomo, em certos momentos é o remédio perfeito para “voltar à vida”.

Dia 1 – 7/1/2014, terça-feira.

Eu e meu amigo Dado fomos de ônibus, pela viação Pégaso, até Santa Cruz, pois bicicleta não são permitidas no trem nos dias úteis. A passagem custou 13 reais, e demos um agrado para o motorista, que ajudou a colocar as bikes no bagageiro, sem desmontá-las. Quase esqueci o celular no ônibus ao desembarcar! Saímos do Terminal Menezes Cortes às 7:30 horas e chegamos em santa Cruz às 9:30. O trem da Central aos domingos demora uma hora e meia, mais ou menos, e custa R$ 2,90 cada, sem cobrança pela bike.

O KM 386 é o início do Rio-Santos, no bairro de Santa Cruz, Rio, mas fomos “por dentro” até Itaguaí, que tem ciclovia em grande parte do trajeto. Passamos pela CSA e pedalamos ao lado de um trem de minério vazio da MRS logística.

Itaguaí é uma área bem urbana, com muito trânsito de carros e pedestres, mas é uma boa parada para refrescar, calibrar pneus, e comprar ítens que foram esquecidas, etc.

Depois de Itaguaí, finalmente pegamos a Rio-Santos, uns 15km depois de sair de Santa Cruz. Fomos até o trevo para Itacuruça, 10km a mais, e entramos. Em Itacuruça paramos na praia, com vista da ilha Itacuruça, num kiosk para almoçar PF de frango assado e um mergulho para refrescar. Foi tranquilo, pois era terça-feira, mas imagino que a Rio-Santos deve ficar bem movimentada nos finais de semana.

Linha de Trem, Itacuruça

De Itacuruça até Muriqui, também fomos “por dentro.” Tem uma estradinha que liga as duas cidades, mas pegamos uma parte da linha do trem, que passa por alguns bairros, e logo voltamos à estradinha com uma subidona (a primeira de muitas). Chegando em Muriqui voltamos a pegar a Rio-Santos no posto de gasolina e parador de onibus “Capixaba” (onde param os ônibus da Costa Verde) e tomamos mais água, Coca-Cola (o que normalmente evito, mas devido ao calor e esforço físico, bebi). Descobrimos que tem chuveiros nos fundos da loja e logo tomamos banho com as roupas mesmo. Usei sunga quase sempre debaixo da bermuda, precisamente para poder tomar banhos assim.

No trevo para Mangaratiba decidimos não entrar na cidade, e seguir pela Rio-Santos que contorna a cidade. Achamos que a entrada para Itacuruça e Muriqui demorou muito, e queríamos aumentar o ritmo, mas agora penso que foi a decisão errada, pois acabamos ficando em Mangaratiba mesmo. Logo depois to trevo, há uma subidona gigante que somente não foi pior do que a subida na divisa RJ/SP, e um túnel estreito, escuro e com a pista ruim. A subidona no sol tirou nossa energia e logo depois da descida entramos em Mangaratiba no segundo trevo para descansar e buscar alojamento. Vimos a barca chegando de Ilha Grande, e as centenas de pessoas que desembarcaram. Depois de pesquisar várias pousadas, optamos pelo hotel Mendonça, perto da barca para Ilha Grande. http://www.hotelmendonca.com.br/index.php

Passageiros desembarcam de Ilha Grande

Por do Sol com barca para Ilha Grande

No total, rodamos 54 km desde Santa Cruz. A rota é: http://www.endomondo.com/workouts/283614238/6711507

O hotel não foi ruim, mas achei caro (180 reais para 2 pessoas) pela qualidade, etc. Deixaram entrar com as bikes, o que é bom, mas tivemos que subir 3 lances de escada com elas. As deixamos trancadas no corredor. O cafe da manhã não foi ruim, mas nada excepcional. Em futuras viagens gostaria de encontrar um hotel melhor – mais barato, mais bonito e com melhor acesso p/ as bikes. Uma das opções que vimos antes era a “Hotel Junior.” (21 27894167 / 21 78151935 ID: 24*15187 / 21 9465-8736 / 21 8211-2274) 2 quadras atrás da Praia do Saco. Queria ter feito mais kms no primeiro dia, mas agora pensando bem, acho uma boa distância para percorrer no primeiro dia, pois somente começamos a pedalar às 10 horas.

Hotel Mendonça, Mangaratiba

Placa em Mangaratiba

Dia 2

No dia seguinte, ao descer as bikes, percebi o meu pneu dianteiro vazio e fiz o reparo. Felizmente, era perto de um posto de gasolina, pois a minha bomba não é muita boa e, seguimos novamente rumo à Rio-Santos. Paramos no posto ALE que fica ainda em Mangaratiba para tomar Gatorade e encontramos com um grupo de ciclistas, todos com bikes caríssimas e a última em equipamentos. Segundo eles, a gente iria chegar em Tarituba ainda naquele dia, a 100 km de Mangaratiba.

Andando por mais de uma hora (16 km), com uma subidona, passamos pela entrada do resort Club Med no KM 441.5, e logo depois vimos uma cachoeira linda, ainda na sombra da manhã. Paramos para tomar banho e ficamos lá por quase 1 hora. Partimos e passamos pelo Portobello Resort e Safari e 10 km depois da cachoeira, chegamos a Conceição de Jacarei, uma cidadezinha dormitório para os trabalhadores dos resorts da região, e com praia, lojas, etc. É um lugar bom para reabastecer e ou ficar, se precisar (Seriam +-74 km desde Santa Cruz). Paramos no sacolão que é construido em torno de uma árvore enorme. Compramos laranjas para viagem, literalmente. Agua de coco (sempre quando puder) e bananas para consumir na hora. Logo depois de Conceição de Jacarei fica a divisa dos municipios Mangaratiba/Angra.

Sacolão em Conceição de Jacareí

Seguimos em frente, e no KM 472, depois da entrada de Monsuaba há uma descida bem legal. Chegamos a uma instalação da Petrobras e a vila dos trabalhadores. Decidimos entrar, pois o sol já estava quente, e a fome pedia uma parada. Andamos uns 3 km sentido mar e chegamos ao Clube CEPE, o Clube dos Empregados da Petrobras e descobrimos que é aberto ao público. Não podíamos entrar com as bikes então amarramos lado de fora. É um clube simples, mas bem cuidado e limpo. Banheiros bons e acesso a uma prainha. Tem uma área naútica com barquinhos, etc. Pedimos o prato feito, (peixe?) arroz, feijão e purê de batata doce. Bem servido e excellente, a um custo de 17 reais cada. ( http://cepe.petrobras.com.br/cepeangradosreis
24/34216500 24/33665337 ). Decidimos lá por um tempinho para passar o calor e a preguiça pós-almoço.

CEPE

Mais ou menos às 15:30 horas partimos novamente. Rumo à estrada, percebemos uma ciclovia que entra pela mata e alguns jovens entrando por ela, e entramos atrás deles. Resulta que é um atalho para a Vila de Verolme, onde tem o estaleiro com uma plataforma de petróleo em construção e é uma forma de evitar a estrada. Na entrada da empresa há um estacionamento de bicicletas tipo holandês, com centenares de bicicletas!! Na verdade, no Brasil a bicicleta já é usada bastante, desde sempre, mas parece que não é reconhecida. Vimos muitas bicicletas ao longo de nossa viagem, geralmente trabalhadores, mães com crianças, pescadores, jovens.

Atalho para Verolme

Bicicletário, Verolme

Estaleiro Verolme

Depois de Verolme, a volta para a estrada, á 9 km de Angra dos Reis. Uma subidona e descida e passamos pela entrada principal de Angra. Seguimos pedalando. Uma descida leve, subidinha e passamos peloo trevo da BR 494/RJ 155 (que vai até a Dutra) e seguimos em frente. Agora, bastante plano e com o sol baixando e vento bom, sentimos cansados, mas bem. No KM 499 chegamos ao “Bar do Chuveiro” que uma senhora tinha falado bem atrás. Na hora nem imaginamos o que era, mas quando vimos, já sabíamos que chegamos. É um bar/restaurante com um enorme chuveiro na frente, que chegou na hora certa, como muitas coisas nesta viagem. (www.bardochuveiro.com.br) Paramos, tomamos banho e pedimos pastéis de camarão (os melhores da viagem toda), uma limonada suiça, e àgua com gás. Ficamos pelo menos por uma hora e já estava ficando noite.

Bar do Chuveiro

Nos informamos de possíveis hotéis na área e fomos em frente uns 10km a mais até Frade, onde encontramos um hotelzinho/pousada legal, na entrada da cidade, lado direito. 120 reais para 2 pessoas, e uma entrada para as bikes. Fomos tomar uma cerveja na calçadão da praia e dormimos cêdo. Fizemos 87 km neste dia: http://www.endomondo.com/workouts/283964737/6711507

Dia 3

Acordamos às 4:30 horas e partimos, ainda no escuro da noite, com os pisca-pisca ligados e eu usando o meu colete tipo EPI (que usei o tempo todo, pois serve de proteção solar de dia e não gruda no corpo, permitindo a ventilação). Dado usou sua lanterna de cabeça. Com tempo fresquinho e sem sol, andamos bem. Chegamos a uma vista espectacular da Baia de Angra e a alvorada. Paramos para fotografar e comer as laranjas que compramos o dia anterior. Seguimos em frente e passamos pelaa Angra Nuclear, onde tiramos mais fotos. Logo uma descida boa, passando a entrada da Usina, e paramos em mais uma bica na beira da estrada para abastecer nossas garrafas (que virou praxe na viajem – a cada bica um reabastecimento e às vezes banho mesmo).

Amanheçer sobre a Baia de Angra

Angra Nuclear

Aos 18.5 km de viajem, mais ou menos às 7 horas da manhã, entramos na Vila Histórica de Mambucaba, um linda vilazinha e tomamos café da manhã. Mixto quente e cafezinho para mim. Queijo quente para Dado. Demos uma volta pela vila e voltamos p/ a estrada. Passamos pela parte nova de Mambucaba, onde é muita plana. Muitas pessoas andando de bike, vários na contramão! Dá para ver que ciclovias seriam bem usadas ao longo do trajeto.

Vila Histórica Mambucaba

11 km depois chegamos em Tarituba, onde os ciclistas do dia anterior diziam que chegaríamos também no dia anterior. Entramos para dar uma olhada e tomei banho de mar. É uma vila de pescadores, com pousadas e bares/restaurantes na areia. Achei interessante, e seria uma possibilidade de pernoite se precisasse.

Voltamos para a estrada e somente 3 km depois chegamos à praia São Gonçalinho, que também foi mencionado para nós anteriormente. Paramos. É uma praia linda, quase beira-estrada, onde um rio encontra-se com o mar, formando uma ilha de areia. Tem barracas, etc. e tomamos um copo de açaí. Mergulhamos, descansamos e saímos, enquanto banhistas ainda estavam chegando para passar o dia na praia. Descobrimos que em frente a praia, no outro lado da rodovia, tem uma vila com pousadas, etc., mas não entramos. Também seria uma possibilidade de pernoite, caso precisasse.

São Gonçalinho

Bica, Beira Estrada, depois de São Gonçalinho

Seguimos em frente. A estrada fica bem mais plana com sobes/desces leves e andamos bem, mas percebi neste momento que o meu pneu traseiro estava bem baixo. O problema é que neste trecho, entre Mambucaba e Paraty (+-35 km), não tem posto de gasolina algum. Aí perto tem uma área de apoio da obra da estrada (DNIT?) e entramos para buscar uma bomba de ar e um trabalhador lá falou que não tinha e que não podíamos estar lá, mas talvez tivesse uma bomba no areial. Fomos lá e conseguimos arrumar o pneu na sombra e encher com o compressor deles. Fomos bem receibidos e um dos trabalhadores inclusive falou que era de Santa Cruz, Rio.

Já estava esquentando bastante e queríamos buscar um lugar para descanso. Paraty ainda estava a uns 15 km, que seria mais do que 1 hora para nós, mas seguimos em frente na esperança de achar alguma coisa. Depois de uma subidona no sol, aparece uma pastelaria com chuveiro e uma sombra legal! Eu estava já com a pressão baixa e estava na dúvida de entrar ou não! Graças a Deus o Dado decidiu por mim e entramos. Tomei mais uma Coca-Cola. Percebi que, o alto grau de açucar ajuda a equilibrar o sistema. Ficamos lá por uma hora e partimos, buscando por um lugar para o nosso descanso do meio-dia.

Mais em frente chegamos a um restaurante com piscina e chuveiro. Queríamos parar mas não aceitam cartões e estávamos com pouco dinheiro. Ainda mas a frente, um lugar ideal para a soneca. Um restaurante a beira-mar, com praia, sombra, etc. (acho que era Praia Corumbê). Também não aceitam cartões! Como pode ser, nesta região turística?? Seguimos em frente e 6.5 km depois chegamos ao trevo da entrada de Paraty. Queríamos evitar entrar em Paraty, pois já conhecíamos e demoraria muito, mas sem opções e precisando de um banco e descanso, entramos. Uma parada no banco e logo fomos à Praia do Pontal, onde montamos acampamento num kiosk para o nosso descanso. Dua horas depois partimos novamente. Dado comprou rede e corda numa loja e eu parei numa bicicletaria (Paraty está cheia de bikes!) para comprar câmara de ar nova. Não tinha, mas calibrei o meu pneu de novo.

Voltamos para a Rio-Santos, sentido SP, e aos 16 km do trevo de Paraty, com uma subida leve fica a entrada para a Praia de Trindade. Entramos e imediatemente a estrada sobe extremamente ingrime. Uns 200 metros de subida em apenas 2.5 km. Empurrei a bike na subida toda, que levou pelo menos uma hora. Do topo, descendo para o outro lado, até a praia são 2 km, que fizemos em 15 minutos. Eu com freio a 100% ainda não parava, mas mantive velocidade segura!

Encontramos o hostel Che Lagarto, que a principio falaram que tinha vaga mas acabou não tendo. Todas as outras pousadas estavam lotadas, mas finalmente encontramos uma por 120 reais com cafe da manhã. Tomamos banho e fomos passear na rua principal, cheia de pedestres. Lojas e restaurantes todos lotados. Comemos uma pizza e fomos dormir. Muitos mosquitos no quarto, sem ar condicionado. Era melhor ter dormido na rede na varanda do hotel, onde pelo menos bate um vento, do que dentro do quarto. Fizemos quase 99 km neste dia: http://www.endomondo.com/workouts/284306570/6711507 e http://www.endomondo.com/workouts/284512328/6711507

Dia 4

Amanhecer, Trinidade

Praia Trinidade

Às 5:30 horas fomos à praia para ver o nascer do sol. Partimos após o café da manhã pensando na subida matadora que teríamos que enfrentar. A um pouco mais de 1 km da pousada, já empurrando a bike, parou um carro para oferecer carona para subir. O cara, Andre, com um carro econômico, tinha 2 “transbike” no teto do carro! Falou que faz parte do grupo “Pedal Paulista” em SP. Colocamos as bikes e subimos a montanha. Descemos no topo, agradecemos ao “santo” Andre e seguimos descendo a montanha. Depois procurei por ele no grupo no Facebook mas não o encontrei.

Transbike

Transbike

Na Rio-Santos novamente. Foram 7 km até a divisa RJ/SP, quase 5 km deles são de subida massiva. Quase chegando ao topo descansamos na sombra, ao lado de mais uma bica de água. Do lado de SP são quase 10 km de descida! Marailha!

Divisa RJ/SP

Divisa RJ/SP

No KM 00 paramos para tirar fotos. No KM 01 há uma cachoeira com bar/restaurante mas não paramos, talvez em outras viajens. Logo no KM 07 vem a entrada para a Praia de Picinguaba, que dizem ser muito bonita, mas não entramos, pois é uma descida de 3 km que teríamos que subir novamente para voltar à Rio-Santos. Seguimos em frente e no KM 12, numa subida paramos num ponto de ônibus para descansar, perto da entrada da praia do Almada. Ficamos quase 1 hora la e seguimos. No KM 15 paramos numa mini cachoeira beira estrada para tomar banho.

Cachoeira beira-estrada

Cachoeira

No km 17, e 26 km de pedal, passamos por um restaurante com letreiro escrito a mão “COMIDA CASEIRA” e já sabia que era bom. O local é “Sertão do Ubatumirim.” Pedimos prato feito de peixe, que foi excelente! Com jarra de limonada e àgua. Tudo custou 32 reais. Nem terminamos tudo. Já com preguiça de andar mais e já na hora do descanso, pedimos para pendurar as redes atrás do restaurante, e deixaram. Ficamos lá por umas 2 horas!

Comida Caseira

Soneca pos-almoço

A estrada aqui é relativamente plana, e seguimos em frente. Mais 3 km e entramos para ver a Praia da Fazenda, que fica uns 3 km da Rio-Santos. É uma praia enorme e plana. Na maré baixa fica muito larga e a água muita rasa. Tinham muitos carros na praia com familias com barracas, etc. Atrás da praia tem campings e restaurantes. Seria um bom lugar para pernoitar, mas tomamos banho e seguimos para a estrada novamente.

Praia da Fazenda

7 km mais, e depois de uma subida, a estrada se aproxima ao mar, mas do alto. Paramos para fotografar a vista. Mais 3.5 km, no KM 30, entramos para ver a praia de Prumirmim. Paramos no canto direito no bar do Marcão, que também tem um camping atrás, na sombra. Já era tarde e decidimos ficar a noite, no camping, com nossas redes. O telefone na placa dele é 12/97799446. Fizemos 48.43 km este dia: http://www.endomondo.com/workouts/284779888/6711507

Vista do Mar, perto de Prumirim

Parada Técnica

Entrada à Praia Prumirim

Dia 5

Dormimos super bem nas redes e acordamos cêdo, as 5:30 talvez, e fomos ver o nascer do sol e tomar banho de mar. Depois fiquei lendo um pouco do livro sobre o explorador Inglês Percy Fawcett no bar, que ainda não estava aberto. Dado ficou meditando na praia e lendo seu livro sobre a pré-história da mente humana… Para café da manhã, tivemos que caminhar até a estrada, talvez 1 km.

Camping do Marcão

Depois do café, fizemos uma visita à cachoeira do Prumirim, uma parte que fica bem na estrada mesmo. É enorme, com várias quedas e piscinas naturais de água gelada. Ficamos explorando a área e mergulhando por um bom tempo. Descobrimos que também pode-se voltar para o Marcão por uma trilha, pela qual seguimos e acabamos no outro canto da praia, onde tem um camping bem maior (Camping Altivo, que parece não ter telefone, nem email: https://www.facebook.com/CampingSeuAltivoPrumirimUbatubasp?hc_location=stream), e outros restaurantes.

Cachoeira Prumirim

Ilha Prumirim

Dali voltamos para o Marcão que também serve de ponto de partida dos taxi boats que levam turistas para a Ilha de Prumirim, em frente à praia a uns 15 minutos de voadeira. Fomos e passamos o resto do dia por lá. Ao voltar, eu queria pegar a estrada novamente, pois estava preocupado em saber sobre os horários de ônibus para voltar ao RJ. Tinha um trabalho marcado para segunda-feira, 13/1. Ninguém na praia sabia informar sobre os ônibus e o telefone não pegava bem. Já era tarde e fomos informados de que eram 30 km. Mais ou menos 3 horas de bike de onde estávamos até Ubatuba, mas fomos mesmo assim. Logo já seria noite, mas seguimos em frente, passando o transito da volta da praia, tudo engarrafado. Após 17 km de estrada, chegamos a um trevo com um posto de gasolina e entramos. Queria calibrar de novo, pois estava preocupado ainda com o pneu traseiro que achei que ainda estava vazando. Desde o estado do Rio (uns 50 km talvez) ainda não havíamos passado por um posto ou um lugar com bomba.

Lá no posto, o atendente falou que poderíamos chegar ao centro de Ubatuba por dentro, e seguimos sua indicação. Do centro, o Dado já conhecia o caminho e fomos direto à rodoviária para saber sobre os horários. Era por volta das 21:00 horas e tinha um ônibus que sairia às 23:40 horas. Mas não sabíamos se aceitariam pagamento com cartão ou se poderíamos levar as bikes, e queriamos tomar banho, etc. Fomos a uma casa de amigos do Dado e decidimos ficar. Dormimos em redes na varanda. Fizemos somente 22 km desde Prumirim: http://www.endomondo.com/workouts/286655573/6711507 Descobri que um hostel em Ubatuba também o Ecotrip Hostel ( http://ecotriphostel.com.br/ ) que não conheco pessoalmente, mas poderia ser uma opção, e fica a umas 2 quadras da rodoviária.

Hospedagem final, Ubatuba

Dia 6

Acordamos tarde (8:00 horas +-) e fomos tomar café na Padaria Integrale. Tudo natural, bem feito e o dono deu 10% de desconto ao saber que viajamos até lá de bike!! (http://padariaintegrale.com.br/ ) Ubatuba tem ciclofaixas em quase todas as ruas, e estão cheias de ciclistas! Depois do café, o banco, e rodoviária para comprar passagem. A empresa Util (www.util.com.br) tem dois ônibus por dia para o Rio: 11:00 horas e 23:40 horas. A atendente falou que a bike tinha que estar embalada para viajar no ônibus, mas mesmo assim compramos passagem para horário de 23:55 (não sei se era carro extra) e fomos atrás de caixas em uma bicicletaria, que incrivelmente estava aberta no Domingo, mas não tinham mais caixas. Enfim, decidimos tentar nossa sorte sem embalar mesmo, e voltamos para casa onde dormimos mais nas redes. Rodamos 14 km somente dentro de Ubatuba. Fomos à praia a tarde, voltamos para a casa para tomar banho e arrumar as bikes para ir á rodoviária cedo. Na ida, paramos para tomar sorvete e ver um mimo de rua. Chegamos lá as 22:30 mais ou menos e esperamos o busão. Foram uns 5 km da casa até a rodoviária. Enquanto isso, semi-desmontei minha bike para facilitar a entrada no bagageiro do busão, e para o motorista ver que era fácil. Tirei a roda dianteira, os cestos e embalei minhas mochilas, etc. O ônibus chegou na hora certa e não houve problema com as bikes no bagageiro. Embarcamos e fomos embora!

Ciclovia, Ubatuba

Dia 7

Chegamos na rodoviária Novo Rio às 5:00 horas. Tiramos as bikes do bagageiro e as re-montamos e pedalamos até minha casa, a 3 km dali, na Tijuca, parando na padaria no caminho. Como é prazeroso chegar na rodoviaria do Rio e não precisar usar os taxis de lá!! Somando toda a kilometragem rastreada pelo aplicativo, percorremos 342.77km.

/DE

Douglas e Dado

 

Mais fotos:

http://www.australfoto.com/Travel/Rio-Santos-Highway-by-Bike